Os melhores livros de ficção científica

Por: redação 23/11/2021 10 min
melhores livros de ficção científica

Conhecido por deslumbrar os leitores, além de invadir nossa psique, embaralhar pensamentos e os reorganizar sobre uma nova perspectiva, os gênero da ficção científica, nos leva justamente ao procurado em uma boa leitura, uma viagem sem sair fisicamente do lugar.

Por isso, se preparem amantes de teorias de conspiração, planetas desconhecidos e tecnologias inovadoras. Porque hoje trouxemos uma lista com os dez melhores livros do gênero. 

DUNA

Este é um daqueles livros essenciais para amantes de ficção científica, devido a sua intensidade no ambiente e enredo futurístico. Toda a história é imersa em riqueza de detalhes, desde a personalidade de seus personagens, até o clima. Aos quais, são responsáveis por ambientar o leitor, levando-os a tensão e emoções pré-moldadas pelo escritor, Frank Herbert.

Dentro do enredo, o poder é dividido entre duas casas, a do Atreides e a dos Harkonnen. No entanto, estas ainda têm de respeitar o poder do imperador, poder principal dentre a humanidade espalhada pelas estrelas. Mais um ponto positivo a narrativa aos olhos dos amantes da ficção cientifica clássica, passada em galáxias distantes e repletas de teorias da conspiração.

O ênfase desta história está em Duna, um planeta formado por um enorme deserto, e como digno de um, sem água, mas com algumas cidades povoadas por beduínos, conhecidos no livro como os Fremen. Neste lugar, qualquer humano a passar apenas algumas horas em meio ao deserto morre, com apenas uma exceção: Usar um traje especial, responsável por aproveitar a água do próprio corpo. Contudo, a narrativa se desenvolve pela necessidade de irem até o local para conseguir uma especiaria rara, única capaz de permitir as viagens espaciais.

1984

Apesar de ter sido lançado em 1949, o livro é conhecido por ser atemporal. Mesmo agora, em 2020, é possível distinguir diversas semelhanças da bizarra narrativa em nosso cotidiano. Desde do meio político, até o entretenimento virtual. Isto, por o livro ir além da ficção e captar o amago humano.

Nesta distopia, o mundo é dividido em três partes, três grandes potências, ainda imersas em guerra. No foco principal está a Oceania, onde mora o protagonista, Winston Smith, funcionário do departamento de Registro do Ministério da Verdade. Neste local, as notícias são minuciosamente avaliadas e reavaliadas, conforme for de benefício do governo. Como por exemplo, modificar números de uma promessa política, quando a meta se mostra inalcançada.

O controle nessa sociedade, entretanto, vai além dos quatro Ministérios. No enredo de 1984, há um observador constante, denominado “Grande Irmão”. Esta suposta entidade, estaria observando os habitantes 24 horas por dia. Com isso, as pessoas das três potências, permanecem dentro dos comportamentos esperados pela sociedade, o máximo possível, por medo de serem vistas como rebeldes.

NEUROMANCER

Há quem acredite em uma homenagem do escritor William Gibson há George Orwell nesta obra. Isto, por a história se passar propositalmente em 1984. Com isso, além de uma homenagem, William teria escolhido o ano para criar uma evidente base conceitual para seu mundo fictício científico, ao qual daria origem a um movimento: O Cyberpunk. Este, é um subgênero da literatura capaz de mesclar tecnologias inovadoras e mundos decadentes, com vidas abaladas.

No enredo principal, há Case, um cowboy, denominação para os hackers de uma megacidade dos Estados Unidos, chamada de Sprawl. Com um pé no antagonismo, Case é conhecido por invadir sistemas e roubar dados. Contudo, o estopim da história surge quando ele tenta dar um golpe em seus patrões. Subsequentemente, como punição, seu sistema neural é corrompido e Case se torna um marginal, atrás de drogas, dinheiro e um sentido para vida.

O destaque de Neuromancer, é a profundidade de detalhes. Tanto nos personagens, quanto no passado deste mundo. O modo como as junções de cidades, com motivos cabíveis para tal. Quanto aos personagens, surgem gradualmente na trama, com a revelação gradual de seus passados sombrios.

EU ROBO

O livro “Eu robô” de Isaac Aimov, na verdade, se trata de uma coleção de contos de ficção científica do autor. Publicados entre os anos de 1940 e 1950. Contudo, estes contos recebem a proeza habilidosa do autor em costurar as histórias, como se, por mais que não pertençam de fato a mesma narrativa cronológica, elas fossem interligadas. Talvez, isso deva a receita criada pelo autor, no qual, se inicia com a narrativa da personagem Dra. Susan Calvin, uma psicóloga robótica. Por vezes, ela mesma participando dos fatos como protagonista.

Emendados pelo mesmo mundo, a história se passa em um mundo onde homens são substituídos por robôs em diversas funções, além destes serem tecnológicos andarem livremente entre nós. Todavia, para coabitarem, existem três regras neste mundo:

1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2. Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

3. Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre e conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Este é um dos clássicos da literatura científica mundial, escritor pelo inglês, Aldous Huxley. Nesta ficção, diferente da maioria do gênero, ao qual opta por uma distopia, narra a história em um futuro utópico, um estado ideal. Neste lugar, a busca pela estabilidade é alcançada por meio de uma religião incentivadora da orgia sexual. De acordo com a religião fictícia, é assim que as pessoas podem alcançar a solidariedade.

Além disso, o livro também enfoca em tecnologias avançadas, até mesmo para a atualidade. Onde é possível criar seres humanos em laboratórios, sendo manipulados e condicionados desde o embrião, além de pessoas clonadas para produção de gêmeos idênticos. Essa manipulação dos embriões consiste, inclusive, no mantimento deles em garrafas durante o período de gestação.

É desde deste momento, que os seres humanos deste admirável mundo novo, são separados em cinco castas, as quais divergem os seres entre Alpha (líderes e filósofos mundiais); Beta e Gama (condicionados a serem um pouco física e intelectualmente capaz); Delta e Epsilons (os que nascem atrofiados por falta de oxigênio e de tratamentos químicos, estão são destinados aos trabalhos mais duros). 

FAHRENHEIT 451

Escrito em 1953, Fahrenheit é além de um ótimo livro de ficção científica, um manifesto contra comportamentos interpostos na sociedade. Ou seja, uma crítica explicita do autor norte americano, Ray Bradbury a cultura de combate ao pensamento crítico. Contudo, apesar da crítica se aplicar inicialmente aos anos 1950, ela também cabe bem aos tempos atuais, onde opiniões se espelham por meio de retweets e falas de famosos são aceitas sem um segundo pensar, ou avaliação do real.

Na história, esta mensagem é passada por meio de um mundo distópico, onde o trabalho dos bombeiros é incendiar livros. Além disso, eles são responsáveis por vigiar e fiscalizar. A desculpa do estado para tal comportamento mandado, é o suposto maleficio dos objetos a população, pois estes seriam capazes de destruir a paz entre os cidadãos. Sendo eles, o estopim para pensamentos críticos, responsáveis pelo descontentamento e improdutividade.

A fuga do óbvio, acontece durante as conversas de Guy Montag, o bombeiro protagonista, com Clarisse, uma jovem com sonho de ser professora, algo pouco provável neste mundo a considerar o aniquilamento dos livros. É a partir de falas desta personagem, que o protagonista passa a sair de sua zona de conforto e questionar o mundo. Sendo elas também, as atiçadoras de nossos próprios pensamentos críticos pessoais durante a leitura.

A GUERRA DOS MUNDOS

A Guerra dos Mundos é mais um clássico da literatura científica. Publicado em 1898, o enredo é formado por uma narração em primeira pessoa como escritos do próprio protagonista, sobre uma invasão marciana ao planeta Terra no século XIX. Os alienígenas invasores começam por atacar os arredores de Londres, onde matam dezenas de moradores e militares. 

Em meio a isso, como é necessário um enfoque para desenvolver o enredo, o protagonista tenta encontrar sua esposa em meio a situação caótica europeia. Isto, imerso em críticas por entrelinhas do autor H.G. Wells aos comportamentos dos homens na época citada. Além da crítica, também, a exploração deliberada da Inglaterra ao continente africano.

O livro é dividido em duas partes, intituladas “A Chegada dos Marcianos” e “A Terra sob o Domínio dos marcianos”, compostos por 27 capítulos cada. A primeira, é enfocada nos passos iniciais da invasão, o modo como a morte foi gradual sobre os territórios europeus e o protagonista foi levado ao entendimento igualmente desenvolvido aos poucos. Já a segunda, tem sua base na pós dominação. Narrada de modo sombrio, com detalhes minuciosos e arrepiantes sobre o massacre dos extraterrestes contra os humanos.

Uma curiosidade sobre o livro, foi a transmissão radiofônica, produzida com texto adaptado, onde os ouvintes, sem conhecimento prévio da narrativa ser ficcional, acreditaram se tratar de uma invasão alienígena real. 

FRANKENSTEIN

Este, além de ser um clássico da ficção científica, também é a inspiração para diversos outros, assim como por diversos livros atuais do gênero. Afinal, quem nunca ouviu falar no mitológico Frankenstein? Ou deveria dizer do monstro cientista? 

Victor Frankenstein é um cientista brilhante, devoto a causa de criar vidas artificiais. No entanto, levam anos, estudos e até mesmo parcela de sua sanidade, antes de conseguir seu grande feito de criar um novo ser por meio da ciência. Contudo, este, não era nada do esperado pelo cientista, que agora vê sua criatura como uma aberração.

Um dos pontos altos é a própria narrativa de Mary Shelley, repleta de pontos filosóficos quanto a vida, a morte e a humanidade. Tudo por meio de palavras simples e um enredo atraente, bem desenvolvido e hipnotizante.

No entanto, a questão mais envolvente da história é sobre quem realmente é o monstro da história, o criador ou a criatura.

SOLARIS

Narrado em meio ao espaço, Solaris é uma ficção cientifica, onde o protagonista, um psicólogo chamado Kris Kelvin, viaja até um planeta distante de mesmo nome do livro, Solaris. Entretanto, ao invés de uma recepção amistosa, ele encontra seu receptor morto e os futuros colegas de trabalho, mergulhados em loucura. Além de um sombrio poder do planeta, capaz de tornar reais as sombrias memórias de seus habitantes.

Esta história futurística é narrada em primeira pessoa pelo próprio protagonista, como se em escritos pessoais do homem. Neles, nos é explicado que a chegada de humanidade ao novo planeta, é datado de cem anos antes. No entanto, a parte mais intrigante nele é o oceano, descrito quase como uma entidade; sombria e com tons de vilania.

O livro, devido ao belo trabalho traçado pelo escritor, consegue fisgar o leitor desde suas primeiras palavras, continuando sua hipnose sobre nós, por meio de capítulos repletos de mistério e envolventes teorias.

MATÉRIA ESCURA

Um livro capaz de nos fazer questionar a felicidade de nossas próprias vidas. Com ênfase na exploração de diversas opções possíveis e aparentemente impossíveis, Matéria Escura surge no meio literário com a promessa de conquistar até mesmo os leitores menos adeptos ao gênero ficção científica.

Após ser raptado por um homem mascarado, o protagonista Jason Dessen acorda em um mundo novo, após ser desacordado. Neste universo sua vida é completamente modificada. Seu filho não existe, sua esposa é literalmente outra pessoa e ele próprio é reconhecido como gênio da física quântica, ao invés de seu emprego original, professor de universidade.

Este, é daqueles enredos capazes de nos preencher de adrenalina. Isto, em meio a típica pegada escrita comum aos livros de ação: Frases curtas, parágrafos fluídos e acontecimentos eletrizantes postos em sequência, para manter o fascínio do leitor.

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