Melhores livros de suspense

Por: redação 26/10/2021 5 min
melhores livros de suspense

Livros de suspense dependem inteiramente da qualidade de escrita, afinal, o leitor conseguirá bons sustos, apenas se estiver imerso na narrativa. A quem diga, inclusive, escutar os sons da história durante a leitura, tamanha a imersão no universo criado pelo autor.

Para auxiliar você, fã de sustos e tensões, criamos uma lista de indicações com os melhores livros do gênero.

Verity

Conhecida por seus romances complexos, Colleen Hoover prova com este livro o talento nato da escrita, independente do gênero.

Verity, possuí romance, mas este permanece em segundo plano, ofuscado pela tensa história nos manuscritos de uma mulher, supostamente, adoentada. Nas páginas, o lado mais sórdido e perverso da personagem é apresentado, destruindo parte por parte da boa imagem inicialmente apresentada. 

Em alguns capítulos, a intensidade dos fatos é tamanha, que o leitor se vê com ânsia e repudia quase palpável por Verity, a suposta antagonista. O livro, no entanto, narra sua história, em primeira pessoa, intercaladamente com a de Lowen Ashleigh, a protagonista, que se vê morando temporariamente, na casa de Verity Crawford, após aceitar assumir a escrita da sequência de seus livros, devido a impossibilidade da autora anterior continuar em consequência a seu acidente.

Contudo, ao adentrar a casa e o mundo dos Crawford, a protagonista se depara com diversas tragédias, além de acontecimentos estranhos na moradia. Em meio a isso, os leitores se veem tensos a cada virar de corredor, ranger de tábuas e pedaços do passado da autora, até o estopim final. 

A resposta para o mistério, se torna óbvia na metade do livro, no entanto, é o acontecimento final, após o suposto desfecho, a cravar o último ponto necessário para tornar essa história apaixonante e um digno thriller psicológico.

Boneco de Neve

Escrito por Jo Nesbo, este enredo é para os corações fortes, pois continuamente, capítulo após capítulo, a narrativa lhe proporciona tal imersão, que a agonia dos personagens transparece no leitor. 

Com sequência eletrizante de fatos, além de estar repleto de críticas sociais, o livro tem como protagonista o investigador Harry Hole, o tipo de personagem ao qual no âmbito pessoal podemos denominar como “aceitável”, enquanto, em contrapartida, no meio profissional, a denominação muda para “admirável”, além de determinado. Afinal, não é a toa que o caso dos bonecos de neve rende 420 páginas. 

O caso principal do livro, consiste em um serial killer psicopata, disposto a, além de matar suas vítimas, deixar sua marca; um boneco de neve. Por vezes, com parte do corpo das vítimas dentro. 

Contudo, se engana quem imagina apenas sangue por sangue, há bem mais oculto entre a neve e as palavras cativantes de Jo Nesbo.

Você

Quarentena. O momento perfeito para ler “você”, não apenas por ter mais tempo livre, mas porque foi justamente durante o isolamento que as redes sociais mais cresceram. Diversas pessoas desligadas do mundo social online, abriram mão de sua privacidade com alguns cliques. Este mundo conectado é justamente uma das críticas de Caroline Kepnes neste livro. O quanto alguém pode descobrir sobre um outro alguém por meio de alguns cliques.

O enredo desse livro cerca Joe Goldberg, a primeira vista, apenas um homem comum, amante de livros e com vida pacata. Isto, até Beck entrar na livraria East Village, onde o rapaz trabalha. A partir deste ponto, o mundo de ambos vira de cabeça para baixo, envolto em perseguições e mentiras. Tudo, porque Joe decidiu, durante os primeiros dois minutos de contato visual, que ela seria a mulher de sua vida.

Típico stalkear, Joe utiliza das redes sociais para desvendar cada parte da vida da garota, desde seus gostos literários, até seu endereço. Levando parcialmente a sanidade dos leitores junto de sua perseguição. Capítulo por capítulo, as reviravoltas e momentos tensos, aos quais pessoas (quase) morrem, o rapaz é quase descoberto e a garota cai em sua lábia, o Stalkear conquista Beck com destreza, assim Caroline Kepnes ganha o coração dos leitores.

Caixa de Pássaros

Prepare os músculos de seu corpo para tremer com este eletrizante thriller psicológico, com pitadas de ficção científica. 

Escrito por John Malerman, que além de escritor, também é cantor e compositor da banda rock High Strung, o livro narra um mundo pós apocalíptico, mergulhado no terror de uma ameaça invisível. Na qual, através, aparentemente da visão de monstros, se infiltra nos seres humanos, atiçando neles o instinto violento e suicida. 

Exemplos grotescos de cenas perturbadoras contidas no livro, são o da mulher que enterra seus próprios filhos vivos e depois se mata, ou o homem que arranca seus próprios olhos com uma colher. Além de diversos outros assassinatos e suicídios, iniciados repentinamente ao olhar para o lado de fora.

Em meio a este caos, a narrativa de Malorie, a protagonista, cativa desde o início, prendendo a atenção, curiosidade e tensão do leitor a cada virar de página, até enfim libertá-lo ao final do livro, depois de uma centena de momentos angustiantes.

O homem de Giz

O homem de Giz, foi o livro de estreia de C.J. Tudor, o passo inicial com pé direito no mundo da literatura. Amparado por dois tempos, presente e passado, a autora consegue a proeza de transformar tanto a narrativa da infância, quanto a adulta, em sequências poéticas levemente perturbadoras.

1986 é o ano narrado no passado dos garotos, amigos de Eddie, o protagonista. Também é o ano no qual encontram um corpo desmembrado no bosque em que costumavam brincar. Já o presente, é datado de 2016 (dois anos antes do lançamento do livro), quando a morte de um dos amigos de Eddie é acompanhada de misteriosos bilhetes. A partir daí, a narrativa mescla presente e passado, em uma única pergunta: O que realmente aconteceu em 1986? 

Com escrita semelhante a de Stephen King, a autora consegue dominar gradualmente a mente do leitor, nos emergindo mais a cada página nos problemas psicológicos e dilemas dos membros da cidade. No fim das contas, mesmo com os mistérios resolvidos, os bonecos de giz continuam a perturbar levemente nossas mentes, mesmo após o fechar do livro.

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