Os 10 melhores livros policiais

Por: redação 04/11/2021 10 min

Esta é a lista de livros perfeita para os leitores amantes de teorias. Aqueles de olhos atentos em cada detalhe, pré-dispostos a absorver cada grama do livro. Também, para os que amam ser surpreendidos com finais chocantes e personagens instigantes.

Especialmente para vocês, preparamos uma lista de livros responsáveis por lhe arrepiar os cabelos com finais eletrizantes. 

BOM DIA VERÔNICA

Bom dia, Verônica já ganha um destaque especial por se tratar de um livro nacional, além de apresentar uma crítica social muito bem construída nas verdades nuas e cruas de suas páginas. No entanto, se você é sensível a alguns assuntos, cuidado, este é daqueles enredos responsáveis por lhe deixar acordado horas a fio com a mente ainda presa sobre os perturbadores acontecimentos.

A história acompanha a secretária de polícia Verônica Torres. Na mesma semana em que presencia o suicídio de uma jovem, recebe uma ligação desesperada (e anônima) de uma mulher clamando por sua vida. A partir disto, Verônica decide tomar as rédeas do caso e tentar provar seu valor como detetive. Contudo, por meio dessa trama, a policial descobre gradualmente o lado mais sórdido e perverso do homem em meio a corrupção, sangue e abuso de poder.

Eis aqui um livro responsável por deixar um gosto de quero mais, sem de fato deixar resposta em aberto. O livro tem sua finalização, mas ainda assim, o leitor quer mais da trama, tamanho o impacto e qualidade escrita de Andrea Killmore.

DIAS PERFEITOS

Dias perfeitos já começa com personagem digno de suspeitas. Téo é um estudante de medicina solitário, com tempo dividido entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. No entanto, o temor se faz quando o jovem conhece Clarice durante uma festa. Semelhante a You, porém com perversão psicológica mais trabalhada, o protagonista disseca a vida de sua obsessão, com aproximação gradual, até estar completamente imerso em sua vida.

Apesar de ter seu enfoque no âmbito psicológico, o desenrolar continua a ser eletrizante, trilhado sobre um enredo repleto de surpresas, em ritmo uniforme de tensão. Tudo embalado nas palavras bem escritas de um autor nacional, capaz de conquistar diversos públicos com seu talento por prender o leitor até a última página.

Além disso, o livro trata em suas entrelinhas de um assunto pouco discutido, os sociopatas. Isto, porque o protagonista tem afeto apenas por Gertrudes. Quanto a Clarice, seu interesse se concentra unicamente em sua obsessão. Suas emoções nada mais são do que um modo de tentar se adequar aos padrões comuns da sociedade.

O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD

Não é a toa que O assassinato de Roger Ackroyd é o primeiro grande sucesso de Agatha Christie. Este suspense policial, já tem seu início marcado por uma morte, a do milionário a dar nome ao livro, Roger Ackroyd, encontrado morto, esfaqueado por uma adaga tunisiana, um objeto raro de sua própria coleção. Entretanto, esta já é a terceira morte da vila King’s Abbott. A partir disso, as investigações são iniciadas, marcadas por um trajeto de ameaças, chantagens, vícios, heranças e obsessões amorosas.

Assim como suas obras anteriores, esta é movida minuciosamente por pequenos detalhes, alavancas para efeitos e/ou descobertas maiores, até eclodir na descoberta do assassino. Sendo um enfoque interessante o caminho metódico utilizado pelo detetive para alcançar a resposta. Estipular o momento da morte, anotar o nome de todos as pessoas com possíveis contato com a vítima, interrogá-las e busca por pequenos casos. 

Ao final, o esperado por amantes ávidos do gênero policial, um desfecho improvável e inesperado se comparado aos detalhes dispostos no enredo. Por mais que se avalie minuciosamente as pistas, as chances do acerto quanto ao real assassino é pouco provável. 

OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Os homens que não amavam as mulheres cerca a história do desaparecimento de uma jovem herdeira de um império industrial. Após o crime, Henrik Vanger, o patriarca sobrevivente da família da vítima principal, recebe uma flor emoldurada, presente geralmente dado por Harriet, a desaparecida. Entretanto, o estopim, é quando o patriarcado já cansado da situação decide contratar uma jornalista, quase quarenta anos depois. 

Apesar de seu tamanho de 546 páginas assustar alguns, é assegurado a tranquilidade nesta leitura, ao menos na fluidez das palavras de Stieg Larsson. Isto, porque o enredo é cercado pelo tipo de adrenalina capaz de lhe arrepiar os pelos a cada virar de página, beirando o terror psicológico, mas sem de fato o ser. Além de ter a adição de ter acrescentado entre o ficcional, assuntos reais de alta relevância para debates e pensar.

Contudo, por se tratar de uma trilogia, restam ao fim do livro algumas pontas soltas, para engajamento e ansiedade dos leitores para os próximos, já disponíveis para leitura. O fato, no entanto, não torna a leitura lenta e inacabado, ao contrário, o enredo detalhista consegue entregar ao leitor um resultado satisfatório com “finalização” igualmente fascinante. 

A GAROTA DO LAGO

A garota do lago é atualmente um dos livros mais comentados do gênero policial. Diversas recomendações positivas de blogueiras e youtubers comprovam a qualidade presente na escrita de Charlie Donlea. Além de ser um elemento literário acessível ao público devido a seu preço e venda em diversas lojas online.

No enredo principal, o estopim é o cruel assassinato de Rebecca Eckerley, violentada antes da morte. Contudo, a estranheza surge da falta de provas de arrombamento, apesar de haver sinais de luta. Além disso, a jovem era conhecida por sua timidez, tendo ido para a casa do lago para se concentrar nos estudos de sua pós-graduação. 

Seu mistério aumenta devido a última ligação feita pela garota aos pais. Nela, a vítima contou aos pais sobre um segredo turbulento, ao qual virou sua vida de cabeça para baixo. Além de as possíveis provas serem encobertas e silenciadas.

Este é daqueles tipos de livro responsáveis por fisgar o leitor desde sua primeira página, devido a tensão imposta nos detalhes de seu crime principal. Como adição, a cada capítulo a uma nova reviravolta, assegurando assim, a hipnose do leitor. Tão presos nas palavras de Charlie, quanto a garota ao lago. 

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Em divergência com os demais livros já citados nesta lista, O silêncio dos inocentes tem em como crime principal não uma morte, mas cinco. Cinco mulheres brutalmente assassinadas, com seus corpos encontrados em diversas partes dos Estados Unidos, sendo o criminoso intitulado “Buffalo Bil”. Para encontrá-lo, a protagonista, Clarice Starling, uma nova agente do FBI, entrevista o Dr. Hannibal Lecter, um brilhante psiquiatra, mas também um dos mais temidos canibais. Ironicamente, é a partir desse criminoso, ainda preso, que as primeiras pistas são encontradas.

Neste enredo o destaque vai para o modo como cada personagem é bem trabalhado, psicologicamente e em personalidade. Como por exemplo, Hannibal, mais parecido com um animal, movido por instinto, sem noção de comportamento social, do que com um humano, ao menos em suas ações. Contudo, seu lado lógico é igualmente apurado para análise de provas e ângulos de um crime. Sendo assim, de grande relevância no desenrolar da história.

Além disso, tal qual os personagens, os cenários são igualmente detalhados ricamente, assim como ações, trejeitos e até mesmo cheiros. Tendo inclusive, um ótimo trabalho no momento de traçar o caminho feito pelo FBI. O Silêncio dos inocentes é horripilante na dose certa.

CRIME E CASTIGO

Eis um livro capaz de mexer com cada um de seus sentidos apenas com a leitura. Através de Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski invade as mentes do leitores, desde os pensamentos, até os sonhos. Assim, sendo denominado por muito leitores como clássico atemporal. 

Como protagonista temos Rodion Raskolnikov, um ex-estudante de direito miserável que abandonou os estudos por falta de dinheiro e quase não consegue se sustentar. Por isso, o jovem vive apenas com dinheiro enviado pela mãe, a mercê de uma vida precária, com dependência, inclusive, de ajuda alheia para sobreviver.

Entretanto, mesmo nesta lastimável situação, Rodion continua a ser arrogante, movido principalmente por orgulho e ego. E é exatamente destas suas marcas fortes de personalidade que lhe surge o desejo por ser como Napoleão, de acordo com ele, um herói por ter ido contra as crendices da maioria da sociedade. Com isso em mente, o protagonista opta por esquematizar um plano para assassinar uma velha usuária.

Eis então, um dos pontos altos desta narrativa. Diferente da maioria dos livros desse gênero, contados pela vítima ou investigador, este é narrado pelo próprio assassino. Em sua nua e crua miséria, culpa e pecados.

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE

Mesmo se você já esbarrou com o filme Assassinato no Expresso do oriente, o livro é demasiadamente melhor por um simples quesito: a trilha de peças até o assassino. Apesar de o longa metragem ter conseguido beneficamente realizar um enredo semelhante ao livro, por se tratar de imagens, diversos detalhes são deixados passar pelo expectador. Apesar de em ambos os casos, a resposta para o crime ser surpreendente.

O livro de Agatha Christie é a história sobre um crime realizado durante uma viagem de um dos trens mais famoso do mundo, onde todos os personagens são suspeitos. Uma das proezas de Agatha nessa narrativa, é a dificuldade em identificar quem são os principais e os secundários, já que, cada qual tem sua profundidade em história e personalidade, além de traços caricatos. 

Outro ponto positivo no livro é a fluidez. Em parte, talvez isso se deva ao grande número de falas, mas de um modo ou outro, este é daqueles livros a serem devorados rapidamente. Assim, dando um ênfase na revelação final, irrefutavelmente impactante. 

UM ESTUDO EM VERMELHO

O que seria desta lista sem o clássico do suspense policial: Sherlock Holmes.

Um estudo em vermelho é o primeiro livro de Sherlock Holmes, o personagem que marcou a história literária e cinematográfica como o detetive mais famoso. Responsável por desvendar mistérios, através de pistas aparentemente inúteis, o ícone Sherlock foi criado por Arthur Conan Doyle.

No livro é narrado o primeiro encontro do protagonista com Dr. Watson, seu fiel amigo nas futuras aventuras. Nesse momento, assim como durante o desenrolar das investigações, cada detalhe importa, seja para tentar desvendar o mistério, ou para apreciar sua importância histórica, na qual são nos apresentado costumes e trejeitos da época.

Estudo em vermelho é uma leitura resumidamente prazerosa, sem delongas no momento de apresentar os fatos ou conduzir o enredo, mas capaz de arrematar o leitor por entre suas páginas até o chocante desfecho da história. 

O MORCEGO

Para aqueles apaixonados pela narrativa de Boneco de Neve, este é um livro obrigatório para leitura. Do mesmo autor, Jo Nesbo, O morcego narra mais um thriller de suspense e assassinatos em série. Desta vez, ao invés de cabeças em bonecos de neve, a narrativa apresenta o encontro macabro do corpo de jovens abusadas sexualmente próximos a penhascos.

Responsável pelo caso, o já conhecido pelos leitores de Jo Nesbo, Harry Hole, imerge desta trama inicialmente por pequenos pontos, sendo aprofundado e resgatado casos antigos no decorrer da trama. De pontinho em pontinho, por fim, o crime se torna a rede complexa de assassinatos em série, unidas apenas pelar artimanhas do assassino e seu padrão. 

De inicio calmo, como é comum do autor, o livro ganha uma guinada repentina, responsável por levar os leitores mais profundamente para o caso e consequentemente a solução e impacto final.

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