Os melhores livros de romance

Por: admin 20/11/2021 25 min
melhores livros de romance

Mesmo sem estar apaixonado, é impossível evitar suspirar ao ler um bom romance, ou estremecer com enredo intenso e repleto de reviravoltas chocantes. Isto, porque o gênero romântico ataca a parte mais vulnerável dos leitores, isso mesmo, o coração.

Por isso, hoje separamos uma lista especial para mexer com seu emocional: Vinte cinco dos melhores livros do gênero romântico.

DOM CASMURRO

Para encabeçar a lista, o clássico brasileiro de 1899, capaz de estender um dilema até os dias atuais: Capitu realmente traiu Bentinho?

Formado majoritariamente por linguagem formal, comum da época, a história é narrada em primeira pessoa por Bento Santiago, o auto denominado, Dom Casmurro, durante todo o trajeto da vida até sua decadência. Por tanto, há total parcialidade dos fatos, sendo apenas a visão de Bentinho sobre eles e como tal sequência de acontecimentos o tornaram frio e amargurado.

Todavia, uma façanha de Machado de Assis para enfatizar a parcialidade de Bento Santiago é narrativa de forma psicológica, ao invés de cronológica. Os capítulos divergem de uma narrativa linear ao tempo, ao invés disso, o protagonista narra os fatos como, de fato, alguém conversando com um amigo; conforme se recorda deles.

O poder da narrativa de Machado é tamanho nesta obra, que atualmente, mais de cem anos depois, a dúvida sobre a traição de Capitu ainda é o enfoque de diversas conversas, além de, vez ou outra, alcançar o pódio dentre os assuntos mais comentados nas redes sociais.

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ

Jojo Moyes é conhecida por acelerar o coração dos leitores ao mesmo tempo em que enche seus olhos de lágrimas. Igualmente, seu dramático romance de 320 páginas, diverge dos clichês água com açúcar, pronto para arrebatar seu emocional e psicológico.

O enredo cerca a protagonista Louisa Clarck, durante os mentalmente exaustivos dias em que tenta lidar com seu novo empregador, Will Traynor. Um homem ativo fisicamente, ao menos até o trágico acidente em que ficou tetraplégico e perdeu, literalmente, a vontade de viver.

A narrativa em primeira pessoa da protagonista tem o poder de nos fazer questionar pequenas ações do cotidiano, além de repensar sobre diversos pontos considerados fundamentais. Isto, dentro de um enredo alternado entre cômico e dramático, no qual, Jojo Moyes apresenta as profundas feridas dos personagens, muito além da lesão da coluna.  

Dolorosamente real, o romance nos traz uma verdade sórdida, nem tudo pode ser salvo com amor. 

GAROTAS TRISTES

A tristeza ensina e mostra coisas. Afinal, você só consegue ver as estrelas, se estiver no escuro.

Pouco conhecida no meio literário brasileiro, Lang Leav, disseca as verdades cruéis por trás do amor em “Garotas tristes”. Indo além dos clichês, a autora, apresenta nas 417 páginas deste romance contemporâneo, como o certo e o errado são separados apenas por uma linha tênue na mente dos apaixonados. Afinal, até que ponto você iria por aqueles a quem ama?

Poético e perturbador, o enredo narra em primeira pessoa, a vida de Audrey após a morte de Ana, causada pelo desenrolar caótico de uma mentira criada pela protagonista. Era para ser apenas um boato, um segredinho sujo entre amigas. No entanto, bastou isso para gerar o final trágico de Ana.

Apesar de possuir certa sensibilidade, Audrey é uma personagem egocêntrica e inconsequente. Fato importante para tornar o enredo mais real e crítico, apesar de esse ponto, ser justamente a amargura de diversos leitores, famintos por se identificar com a personagem principal. Contudo, a protagonista não é apaixonante, apenas apaixonada.

Com narrativa fluída, o livro possuí final tão reflexivo quanto diversos de seus trechos. Contudo, de todo modo, é um final digno para três garotas tristes. O romance contemporâneo capaz de lhe fazer repudiar a protagonista, mas amar a história.

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES

Não tenho medo, nem esperança de morrer. Contudo não posso continuar assim! Tenho que me lembrar de respirar, de manter o meu coração a bater! A luta tem sido longa e desejo tanto que acabe em breve!

Trágico, sórdido e tentador. Três adjetivos adequados ao livro de 1847, escrito por Emily Brontë. Hoje, considerado um clássico da literatura inglesa.

Intercalada entre passado e presente, a narrativa em primeira pessoa, ressalta, mesmo em palavras, tons tristes e frios. Como se a felicidade fosse desconhecida aos personagens, ao menos, desde a chegada de um órfão, futuramente conhecido como Heathcliff, à casa dos Earnshaws.  

No entanto, o “romance” entre a jovem Cathy e o recém chegado, Heathcliff, é manchado por egoísmo, preconceito e decisões impulsivas. Com isso, o livro possui saltos no tempo, apenas o suficiente para apresentar as mudanças físicas e psicológicas de cada personagem, além de evidenciar como pequenas ações podem ter resultados duradouros. 

Semelhante a “Garotas Tristes”, o clássico é formado por personagens intensos, porém, com todas as suas imperfeições a mostra. Expostas em sua maioria, assim como a de pessoas reais, após anos calejados.

O DUQUE E EU

Precedido em uma época de costumes mais rijos, dos quais a mulher tinha como objetivo encontrar um marido e o homem, gerar herdeiros saudáveis para suas terras, Julia Quinn consegue inovar ao depositar no enredo defeitos aos personagens. Além de doses dramáticas sem exageros, tão pouco fuga do momento histórico em que a narrativa se passa.

Além de incluir a curiosa lady Whistledown, a famosa fofoqueira da cidade, capaz de gerar doses cômicas necessárias para uma narrativa leve, assim como a família Bridgerton em si. Ordenados por ordem alfabética, os irmãos são a personificação de amor fraternal e confusão. Um contraponto ressaltante a Simon, um lorde ressentido e até certo ponto, solitário, devido a seus antigos rancores familiares.

Neste enredo, o enfoque é em Daphne, a quarta irmã mais velha. Onde a jovem, já com idade a se casar, se vê fazendo um acordo vantajoso com Simon, para conseguir mais pretendes, e assim, encontrar um desejado entre eles. Todavia, como esperado, o enlace trás mais do que as obvias vantagens propostas. 

DESEJO À MEIA-NOITE

Com premissa semelhante a coleção de livros “Os Bridgertons”, a coleção “Os Hathaways” se destaca pela diversidade cultural, além do afinco da autora em eletrizar a história com a inclusão de cenas de ação. Com direito, inclusive, a casa em chamas e cavalgares apressados para socorrer seus amados de um mal maior.

Em Desejo à Meia-noite temos Amélia como protagonista, a segunda irmã mais velha da família.  Desiludida com o amor após ter seu coração partido, a jovem passa a crer que seu destino é terminar a vida solteira. No entanto, em uma das noites em que vai resgatar o irmão mais velho, Léo, de mais uma das noites banhadas em bebidas e perda do dinheiro da família, ela esbarra com Cam Rohan, um misterioso cavalheiro pouco convencional.

Metade cigano, o jovem tem uma incomum sorte para dinheiro. Simplesmente qualquer aposta, ou investimento lhe gera demasiado lucro, ao qual ele reluta em aceitar devido as suas crenças. A partir desse encontro, a história se desenrola imersa em uma onda tórrida de sedução, conflitos, problemas passados e destino, ainda que este, inesperado.

UM PORTO SEGURO

Um livro com, além da deliciosa leitura, temas pesados bem trabalhados pelo autor. Porto seguro é mais do que uma história sobre duas pessoas se apaixonando, é uma narrativa sobre como as dores, sentimentais e físicas, podem te moldar. Desde as causadas por ter alguém próximo demais, até as lesões pelo afastar permanente de alguém. Tudo isso embalado na escrita impecável de Nicholas Sparks.

Na história, Kate, uma recém-chegada na cidade de Southport, carrega consigo um mistério sobre seu passado, ao qual a molda física e psicologicamente a mulher. Contudo, apesar de querer permanecer reservada em sua casa, sem demais companhias, Kate recebe demasiada atenção. Afinal, em cidades pequenas qualquer mínima novidade se torna um estardalhaço. Dentre as pessoas aos quais a atenção se voltou para recém-chegada, está Alex, um pai cuidadoso, mas calejado por suas próprias perdas, no fator central: A perda recente da esposa.

 A premissa em si já é um tanto atraente, cativante, mas nem mesmo ela dá conta de descrever a proporção impactante desta leitura. De uma escrita cuidadosa, Sparks ganha o coração dos leitores com este romance adoçado em mistério e ressaltado pela realidade visceral. 

A CINCO PASSOS DE VOCÊ

Os leitores já podem iniciar a leitura com a certeza de lágrimas, afinal, a premissa principal, é semelhante a de A culpa é das estrelas, fonte imensa de lacrimejar: Dois jovens acometidos por doenças, se deparando com uma grande paixão, mas repletos de empecilhos evidentes para passar bem longe dela. Contudo, como os dignos romances dos quais os leitores suspiram, evitar esse sentimento é impossível.

Stella é portadora de uma doença incurável chamada Fibrose Cística, ao qual causa acúmulo de muco nos pulmões. No entanto, como se isso por si só já não bastasse para garantir abalo durante a trama, a garota é impedida pela doença de chegar próxima demais de outra pessoa portadora, já que a infecção cruzada causada por certos tipos de bactérias gera um alto risco fatal. Um simples toque entre dois pacientes pode significar o ponto final de suas vidas.

A garota consegue seguir essa regra tranquilamente, ao menos por um tempo, ou seja, até conhecer Will, um novo paciente do hospital. Então, após a óbvia – e dolorosa – paixão, ela decide burlar a regra dos seis passos de distância, impondo a eles um a menos. No entanto, apesar de mentes e corações em sincronia, ambos estão fadados a estarem sempre a cinco passos de distância um do outro fisicamente.

TUDO E TODAS AS COISAS

Preparem para o plotwist ao final da leitura, porque, mesmo se conseguir a proeza de captar alguns sinais da verdade, ela será dissolvida ao meio da leitura por contrapontos a serem explicados ao final. Apesar de parecer leve, Tudo e todas as coisas carrega uma carga emocional pesada, tanto familiar, quanto na paixão e amizade. Este deve ser um dos destaques deste livro, como, mesmo com a protagonista presa dentro de uma casa, ela consegue acarretar uma intensidade sentimental maior do que muitos personagens repletos de amigos e vidas cheias de afazeres.

Madeline é uma jovem de 18 anos e nunca conheceu o lado de fora de sua casa completamente protegida. Isto, porque a garota é alérgica a praticamente tudo, devido a uma rara doença, o IDCG. Para sua sorte, a mãe é uma médica, por isso, recebe dos melhores cuidados da medicina desde pequena. Assim, suas únicas companhias durante a vida foram sua mãe, uma enfermeira e seus livros.

No entanto, tudo muda quando uma nova família se muda para a casa ao lado. Pois é justamente o novo vizinho a lhe despertar a vontade de ter mais na vida, a almejar um futuro longe de suas conhecidas paredes brancas, casa impecável e socialização pessoalmente nula. A partir disso, com essa fagulha de incitar, o livro nos leva em uma deliciosa jornada de descobertas sobre a protagonista, e até mesmo, sobre nós.

AMOR AMARGO

Se procura intensidade realista, este é o livro para você. Diferente do caminho mais fácil, onde tudo é lindo, o casal é certo e o romance é fácil, em Amor Amargo é a realidade a predominar sobre os sonhos. Os espinhos da capa não são a toa, porque ao fim da leitura, você se sente, de fato, perfurado por eles, tamanha pressão imposta aos corações dos leitores.

Alex é uma garota exemplar. Desde suas boas notas, até a personalidade. Conforme a formatura se aproxima, o dia da realização de sua promessa para com seus dois melhores amigos também: Viajarem até o Colorado. Local para onde a mãe ia quando morreu. Os tons já cinzentos de luto da promessa, são tingidos por completo de escuridão, quando a protagonista conhece Cole, um astro dos esportes, com promessa de futuro falsamente belo.

É a partir do relacionamento amoroso com este personagem que a trama afunda no realmente intenso. Isto, porque é justamente por essa união que a autora debate assuntos sérios e realistas, importantes. Sendo eles, mais especificamente o modo sensível, porém doloroso como os retrata, os responsáveis pelo abalo emocional desta leitura.

MELANCIA

Divertido, fluído e delicioso. Este é o resumo perfeito de Melancia. Apesar de parecer extenso, o livro fluí de tal modo, que os leitores mal notam seu tamanho e ainda lamentam pela chegada do final da história. Destacado também, por pontuações cômicas do ponto de vista da protagonista, consegue quebrar momentos melancólicos e os tornar suaves. Perfeitos para uma leitura gostosa e confortável de um romance contemporâneo.

Um momento de alegria, o nascimento da primeira filha, se torna tortuoso para Claire, quando o marido lhe confessa uma traição de seis meses com a vizinha, também casada. Com coração partido, uma recém-nascida e o corpo arredondado pós-parto, Claire volta para casa da família, animada e excêntrica. No entanto, em meio a toda alegria a sua volta, a mulher se fecha em uma áurea depressiva de choro e bebedeira.

No entanto, após tomar uma dose do melhor remédio, o tempo, a protagonista inicia uma bela e gradual, escalada psicológica em direção ao topo da auto estima, tomada de controle da própria vida e imersão no amor da filha. 

DIÁRIO DE UMA PAIXÃO

Em diário de uma paixão é possível sentir o mesmo proporcionado por fotografias antigas. Isto, porque este romance de Nicholas Sparks, remete a vida linear da descoberta da paixão, assim como dificuldades para mantimento dele e a vida do casal principal cronologicamente. Com isso, a escrita ganha deliciosos tons nostálgicos, capazes de nos prender a leitura e arrancar lágrimas ao final.

Os protagonistas se conhecem durante um dos verões em que Allie passa em New Bern, cidade ou Noah mora. Neste mesmo mês, ambos encontram a paixão um no outro, mas ao contrário do esperado, a paixão do verão não se dissolve com o frio, ela se mantém com o passar das estações. Apesar dos sentimentos fortes, no entanto, os pais da garota discordam da relação devido as condições financeiras do rapaz.

A melancolia surge pelo passar dos catorze anos subsequentes, aos quais, por mais que a paixão se mantenha viva, o manter da conversa não. Isto, porque durante dois anos, Noah enviou dezenas de cartas, todas sem respostas. Contudo, posteriormente descoberto, que não por opção da garota. O baque no entanto, surge ao final, em suas últimas páginas, a qual leva os leitores, em seu demasio, a melancolia.

SIMPLESMENTE ACONTECE

É difícil imaginar uma história realmente relevante, além de reviravoltas, identificação com personagens e desenrolar conciso apenas por meio de cartas, mas Cecelia Ahem prova que tudo é possível no mundo literário. Afinal, é impossível acompanhar os manuscritos de Rosie e Alex sem se emocionar ao final, torcer pelos dois e sentir-se extremamente frustrada com cada passar de datas sem anunciar seus reais sentimentos ou resolução de um futuro fundamentado em seus sonhos. As vidas de ambos se cruzam e afastam gradualmente com desenrolar das décadas. 

Após crescerem juntos, finalmente o dia da formatura chega e com ele, o anseio por seus sonhos, pintados por uma doce ilusão. Imagem esta, danificada quando, após uma noite de sexo Rosie descobre estar grávida de seu par da formatura. A partir disso, o futuro esperado cai por terra, ao menos o da menina. Já o rapaz, parte para outro estado e começa o caminho da concretização de seus sonhos.

A partir disso, com caminhos em direções diferentes, os jovens conversam por meio de cartas. E por meio delas, que os leitores se banham nas próprias lágrimas, ao se verem tão presos a narrativa ao ponto de ser possível sentir, de fato, conhecer os personagens pessoalmente.

NÃO SE APEGA, NÃO

Quem nunca sofreu por amor que lance a primeira pedra. Assim como diversos romances, este se inicia com um coração partido e, consequentemente, o fim de um relacionamento. Como na vida real, as aparências enganam, por isso, é interessante notar como as pessoas em volta da protagonista enxergam seu (ex)namorado, como uma pessoa maravilhosa de princípios puros, enquanto seu relacionamento com ela é tumultuado, ao ponto de os leitores poderem ver a face real do sapo por trás da máscara de príncipe.

A partir disso, a protagonista cria uma lista para lhe ajudar a desapegar permanentemente do rapaz. No entanto, sentimentos são obviamente incontroláveis, ou seja, as tentativas da personagem Isabela, acabam por passar por tumultuosos empasses, além de um novo pretendente ser incluso subsequentemente a trama.

Tendo como público alvo leitores de coração partido, o livro percorre um caminho gradual de superação e amor próprio. É sim um livro de romance, mas além de um amar o outro, o enredo ressalta o amor por si, item importante para o superar e a conquista da felicidade completa. 

PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI

Um clichê típico de Jenny Han, leve, simpático e com desenrolar suave. Um livro perfeito para sair de ressacas literárias e passar algumas horas de entretenimento confortável. Curto com fontes razoavelmente medianas, em um dia é possível finalizar o livro, assim como é com suas duas sequências. Igualmente curtos são seus capítulos, com grande quantidade de diálogos, imerso em uma narrativa ritmada.

Na premissa principal, Lara Jean, uma doce adolescente romântica, tem como tradição escrever cartas de amor a suas paixões no decorrer da vida. No entanto, nunca as envia, o que as torna apenas um desabafo pessoal, uma forma de dizer sem dizer nada de fato. Contudo, o estopim de Para todos os garotos que já amei, é quando, misteriosamente, estes papéis vão parar nas mãos de seus destinatários.

Além disso, a história também cruza docemente por elementos da vida de Lara Jean, desde as problemáticas adolescente, ao primeiro amor, até as fortes relações familiares, com raízes culturais profundas.

9 DE NOVEMBRO

Colleen Hoover é veterana no quesito romance, isto é fato. Por isso, não é surpresa nos depararmos com uma trama de tirar o fôlego em 9 de novembro, uma data particularmente trágica para a protagonista, Fallon, uma jovem repleta de cicatrizes sobre a pele queimada; resquícios do incêndio ocorrido nesta mesma data. No entanto, suas marcas vão além da pele, estão abaixo dela, na alma da menina incapaz de encontrar felicidade completa sobre a sombra de seu passado. Isso por si só, já trás a ideia de uma assinatura clara de Colleen no enredo: Um romance com profundidade, com assuntos intensos.

Por tanto, o enredo foge do clássico encontrar, apaixonar fácil e final feliz dos protagonistas. Afinal, no fim das contas esta não é uma história apenas de amor. Ela é de certa forma, banhada em um manuscrito assustador, tórrido e até mesmo, tóxico. Coitados dos personagens a cruzarem a mente desta autora, tão presos a intrigas, quanto os leitores ao livro, agarrados a leitura até a última página.

No decorrer da narrativa diversas pistas nos são dadas sobre o final, mas apenas ao fim da trama é possível os entender. Assim, mais uma vez a autora coloca os leitores em Xeque, assim como o emocional e paixão dos mesmos com sua escrita. 

UM DIA

O livro de David Nicholls narra a história do casal de amigos Dexter e Emma, literalmente um casal no decorrer da narrativa. Espaçado pelo decorrer dos anos, sempre na mesma data: 15 de julho, o enredo consome o leitor pelo anseio de finalmente ver as verdades sentimentais jogadas a mesa. Um dos pontos altos, afinal, é este instigar quase tortuoso, além do conforto nos momentos juntos que o leitor procura em um livro de romance.

Emma e Dexter tem uma história de duas décadas contadas nas páginas, desde a formatura, até a concretização do romance. No decorrer deste tempo, os personagens se comunicam por e-mails, cartas e longos telefonemas, mas os encontros em si geralmente são marcados ou ocorridos concidentemente nos dias 15 de julho de todos os anos. 

Com isso, no entanto, a cada novo capítulo, nos é apresentado uma nova perspectiva da vida dos protagonistas. Uma das coisas mais interessantes na trama, pois uma surpresa é entregue ao leitor a cada ano. Entretanto, mais chocante do que elas, é seu final.

COM AMOR, SIMON

Leitura extremamente necessária, tamanho carinho e amor capaz de gerar em seus leitores. Com adendo, é claro de representatividade. Pontos positivos para brilhante Becky Albertalli, que além de escritora, trabalha na área psicológica e por tanto, trabalhou com maestria e sensibilidade, a descoberta do amor em seus livros.

Na trama principal, é apresentado aos leitores Simon Spier, um garoto comum, porém repleto de receios em assumir sua sexualidade. Por tanto, seus suspirares correspondidos ocorrem apenas quando um Tumblr é criado pelos alunos. Nele, é possível se comunicar anonimamente com outra pessoa, e é assim que Simon encontra “Blue” em um chat. Com codinomes e uma tela os separando.

No decorrer da trama, no entanto, o evoluir dessas conversas é abalado pela ameaça de Martin Addison, um garoto que consegue cópias dos e-mails e ameaça os expor para todo o colégio, revelando assim, o segredo dos jovens.

POR LUGARES INCRÍVEIS

Um livro formado por detalhes, sentimentais, puros e transformadores. O tipo de leitura capaz de reavivar a esperança em nosso íntimo, e movimentar desde a cabeça, até o coração de seus leitores. Isto, graças ao talento extraordinário de Jennifer Niven de transformar sentimentos em palavras, quase palpáveis, tamanha intensidade contida nelas. Logo nas primeiras páginas, o leitor é atraído pelo magnetismo da história. Desde o encontro inicial dos jovens, até o final de seus percursos. 

A desenrolar da trama se inicia com o encontrar de dois jovens na torre do sino, dentro do ambiente escolar, mas com o objetivo de saltar e acabar com a própria vida. Cada qual com seu motivo. Violet, apesar de ser linda e popular, ainda sofre terrivelmente pela perda da irmã mais velha. Enquanto Theodore é um rapaz depressivo, vítima de bullying por se trajar como personagens excêntricos cotidianamente. 

O encontrar do amor surge gradualmente, com uma linda base formada pela amizade e apoio um ao outro em um momento sombrio de suas vidas. No entanto, o contrastante da leitura, é o cuidado dado aos assuntos sensíveis, sem os usar apenas como artifícios para alcançar um fio desejado. 

AS MIL PARTES DO MEU CORAÇÃO

Um romance diferente de Colleen, mas igualmente envolvente, tórrido e devorador do coração de leitores. Seja por sua qualidade escrita eximia, ou por seu enredo bem estruturado, com amadurecimento gradual e com fácil conexão com a protagonista, intensificada pela narrativa em primeira pessoa.

Mérit, a protagonista, mora junto de sua família em uma casa disfuncional, uma antiga capela reformada. Como parte de sua família, há a irmã gêmea, extremamente diferente em personalidade, quanto semelhante em aparência; a mãe, confinada ao porão, devido a sua agorafobia; o irmão com quem não fala; um meio irmão criança; e o pai, junto de sua nova esposa (ex-enfermeira da mãe de Mérit). Com a chegada de novos elementos a família, a garota se vê obrigada a finalmente revelar seus pesares do passado antes de partir.

Possui uma pegada mais leve dos demais livros de Colleen, mas ainda assim, há uma longa gama sentimental intensa e detalhada sobre os machucados passados da protagonista da trama.

ELEANOR E PARK

O livro de Rainbow Rowell ressalta dentre o gênero romântico, o amor juvenil de modo prático, rápido e divertido. Com a pureza da adolescência, exaltada no decorrer de uma narrativa suave e de tom casual. Além de ser um exemplar maravilhoso para se sair de uma ressaca literária, ou de uma sequência de leituras pesadas.

Os protagonistas, Eleanor e Park são dois adolescentes de dezesseis anos, vizinhos. De certa forma, caricatos, cada qual com sua personalidade evidenciada em traços próprios. Park, por exemplo, é descendente de coreanos, com paixão por quadrinhos e música, além de estar em um nível próximo ao popular no colégio. Em contrapartida, Eleanor é a filha mais velha de uma família problemática, com características principais e marcantes, sendo seu cabelo ruivo e as intrigantes roupas largas.

Cotidianamente, ambos se encontram no ônibus, sendo a partir deles o iniciar do desenvolvimento amoroso do casal principal.  Pontuado pelo descontentamento da família, corações quebrados, intensidade individual e problemáticas pessoais. Além de um final graciosamente inesperado.

MORTE E VIDA DE CHARLIE

Morte e vida de Charlie é escrito para amolecer o coração dos leitores desde a primeira página, em uma cena tocante, responsável por toda a narrativa do livro. Assim como por assegurar aos leitores a onda de intensidade subsequente no decorrer dos capítulos, pontuada pelo luto e o amor.

Aos quinze anos o protagonista, Charlie St. Cloud pegou sem permissão o carro da vizinha para, junto do irmão caçula, Sam, irem assistir a um jogo de Beisebol. Inicialmente, tudo ocorre bem, entretanto, na volta de uma noite divertida, um acidente fatal ocorre: A colisão contra um caminhão.

Treze anos depois de sobreviver ao acidente, Charlie ainda mora na cidade, todos os sonhos abandonados em troca do amor fraternal. Porque, por mais que Sam não tenha resistido, ele ainda é visível ao irmão, durante o pôr do sol em partidas de beisebol entre os dois. Marcando assim, apenas o início de um enredo tórrido e impactante.

A ÚLTIMA MÚSICA

Melodiosamente melancólico, é o tipo de livro responsável por nos fazer ligar uma música para leitura e valorizar cada nota, tal qual, cada parágrafo. Porque, igualmente como uma música, sensorial em diversos sentidos, é este livro. Imerso em romance, mas com holofote principal em um amor mais antigo do que o par romântico: A família e as melodias.

Três anos após a separação dos pais, estopim a gerar a faísca do comportamento rebelde de Ronnie, a protagonista é obrigada pela mãe a passar um tempo com o pai durante as férias de verão, uma tentativa de reconciliar o relacionamento paterno. Antigamente, um pianista viajado, o pai agora mantém uma vida calma na pequena cidade beira-mar, com sua vida dedicada a ajudar na reconstrução dos vitrais da capela.

O interessante, no entanto, é justamente, apesar de ser do gênero romance e possuir um casal principal com um belo desenvolvimento, tratar mais do que isso. Ter um enredo mais profundo, além do óbvio e, ainda assim, extremamente sentimental. 

ORGULHO E PRECONCEITO

Muito conhecido no meio literário global, Jane Austen, disseca os lados mais conflituosos por trás das ressalvas em confiar e amar alguém no livro “Orgulho e Preconceito”. Indo além dos clichês, a autora, apresenta um livro no qual são representados abertamente os conflitos internos em amar, principalmente, quando não se sabe se o sentimento é correspondido, além, é claro de usufruir do momento histórico para debates realmente interessantes em meio a trama.

Na trama de Elizabeth e Darcy, a sacada de Jane foi extremamente concisa na hora de impor aos personagens personalidades fortes, até mesmo para o momento contemporâneo. Talvez seja isso que torne atemporal o amor de diversos leitores por esse livro. Além de outra dezena de enredos da mestra, Austen.

Além de tudo, até mesmo os personagens secundários ganham realce forte e bem pontuado, de modo a nos hipnotizar demasiadamente com a leitura.

TODO DIA

O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.

Para finalizar a lista, uma recomendação para os amantes de leituras mais leves, mas com criatividade no enredo, além de qualidade narrativa.

“Todo dia” conta a história de “A”, um ser que acorda todos os dias em um corpo diferente, sem distinção de cor, sexo ou lugar. A lida relativamente bem com essa vida, ao menos até seus 16 anos, quando acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir daí, o protagonista, antes conformado, passa a sair de sua zona de conforto e dia após dia, reencontrar a garota, mesmo em um corpo diferente.

Narrado belamente em meio a diversas frases de impacto e representatividade, o livro escrito por David Levithan, consegue definitivamente transpor sentimentos em palavras. Construído cuidadosamente, o protagonista ganha o coração dos leitores sem esforço, apenas sendo ele.

Dentre as belezas desse enredo, é importante destacar a principal, o realce sobre o amor desuniforme. O evidenciar do sentimento independer de gênero, classe social ou aparência, permanecendo em A, um ser sem corpo ou nome, mas a representação cuidadosa da essência humana.

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